Jun 18 2009

O mais novo cirurgião…


Desde o dia de ontem não é mais necessário possuir um diploma para exercer a profissão de jornalista. A decisão foi do Supremo Tribunal Federal (STF) à pedido do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo (Sertesp). Meu primeiro comentário no twitter foi o seguinte:

twitter

twitter

Eu sou contra a decisão do STF. Acredito que omissão ou valorização de informação em notícias e matérias podem causar influência sobre os leitores. Isso é

uma responsabilidade bastante grande. Eu não sou jornalista. Escrevo esse blog por hobbie. Tenho domínio em assuntos relacionados à tecnologia, minha área de formação. Não me sentiria confortável escrevendo sobre política, economia ou futebol. Acredito que produziria textos muito mais elaborados se tivesse cursado ao menos um curso básico de técnicas de redação.

Aceitaria escrever para um veículo de comunicação desde que sob a supervisão de um editor diplomado. A responsabilidade de escrever é muito grande e não pode estar nas costas de alguém que não foi preparado para isso.

Em parte eu tomo as dores dos jornalistas nesse retrocesso por que minha profissão não é regulamentada e qualquer “zé ruela” se diz programador, analista de sistemas, DBA ou Arquiteto de Software. Acredito sim que pessoas possam aprender uma profissão sem passarem por uma universidade. Mas também acredito que esse é o caminho das pedras.

Freqüento diariamente fóruns de discussão na web. Reparo que muitas vezes as dúvidas enviadas não estão relacionadas à linguagens ou técnicas de programação e sim à falta de conceito desses usuários de fóruns. Acabam criando o código sem saber o motivo das linhas copiadas. Geram código mal feito, com linhas desnecessárias e de difícil manutenção pelo simples fato de não terem certeza do que estão fazendo.

Vou contar um caso que acredito já ter relatado por aqui. Na empresa em que trabalhava no Brasil éramos uma equipe de cinco ou seis desenvolvedores

responsáveis por manter a retaguarda de um sistema comercial. Os membros da equipe que não possuiam formação universitária estavam cursando suas últimas

disciplinas ou desenvolvendo o tão temido TCC.

Chegou o dia de a equipe crescer e um novo integrante passou por uma avaliação prática e uma entrevista com um dos sócios da empresa. A avaliação prática foi muito boa. O guri saíu-se muito bem no teste. E mandava muito bem mesmo. Programava muito, fazia coisas bastante legais. Porém havia aprendido tudo o que sabia seguindo tutoriais e fóruns na web. Não demorou muito para que o sistema e o resto da equipe tivessem seus primeiros conflitos com o “calouro”. A falta de instrução acadêmica não permitia que ele falasse a mesma língua do resto da equipe. Embora rotinas avançadas fossem desenvolvidos por ele na prática, não entendia o conceito por trás dos códigos. A Experiência durou pouco mais de três meses. Não houve adaptação do novo membro à equipe.

Eu sou favorável ao criação dos CRI’s, Conselhos Regionais de Informática, e a regulamentação das profissões relacionadas à área. Em caso o candidato à

membro do CRI não tenha formação técnica ou acadêmica, porém experiência de anos de mercado que lhe coloque em nível de igualdade com portadores de diploma é só fazer um Poscomp para provar sua aptidão.

Sempre bom resaltar que desenvolvimento de sistemas é um responsabilidade. Um erro na lógica e seus clientes pode estar deixando de pagar impostos ou ainda de ganhar dinheiro. Quem será responsável pelos sistemas desenvolvidos em access pelo sobrinho do dono da loja?

Você iria em um dentista que não tenha concluído a faculdade? Construiria um prédio sem um Engenheiro Civil?

Deixando claro que acredito em autodidática quero ressaltar que os anos que passei desenvolvendo sistemas financeiros ou contábeis não me tornam analista financeiro ou contador. Escrever esse blog não me torna jornalista. E copiar códigos da web não te tornam profissional de informática.

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Jun 03 2009

Se programadores construíssem aviões…


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May 04 2009

[updated] Iniciando uma biblioteca técnica…


Java the UML way

Java the UML way

Depois de mais de nove meses vivendo no América é que me dei conta de que os livros técnicos que são bastante caros no Brasil aqui são acessíveis. Decidi então iniciar uma coleção de livros de programação.

Lembro me da época da faculdade em que sempre queria o livro Java – Como programar do Deitel, mas por ser muito caro acabava renovando inúmeras vezes o empréstimo na biblioteca da Furb.

Head First Design Patterns

Head First Design Patterns

No final de semana fui até a Fry’s e optei pelos dois primeiros títulos. Java the UML Way, que fala sobre o desenvolvimento Java utilizando-se de elementos UML, e A C# Application from Inspiration to Implementation, que exemplifica o desenvolvimento uma aplicação C# do inicio ao fim. O primeiro me custou catorze dólares enquanto o segundo que já é uma edição mais antiga saiu por míseros 3,99. Séries mais famosas com a Head First, acho que Use a cabeça no Brasil e The Bible custam cerca de trinta dólares o exemplar.

Update: Acabou de chegar o Head First Design Patterns da Amazon. Custou 33 pilas americanos…

A C# Application from Inspiration to Implementation

A C# Application from Inspiration to Implementation

Vale lembrar que livros não pagam taxa alguma de importação e uma boa dica é adquiri-los na Amazon.

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May 04 2009

TISC – Tecnologia e Inovação Santa Catarina


TISC - Tecnologia e Inovação Santa Catarina

TISC - Tecnologia e Inovação Santa Catarina

Santa Catarina acaba de ganhar mais um importante veículo para divulgação de suas empresas e entidades focadas no setor de tecnologia. O TISC, Tecnologia e Inovação Santa Catarina, é um blog voltado à divulgação de cases inovadores da área de tecnologia do estado.

O blog é muito bem organizado e promete servir de vitrine para as empresas catarinenses em âmbito nacional. Acredito que as notícias do setor de informática catarinense nunca estiveram tão bem concentradas.

Cobrir as novidades tecnológicas em um estado tão empreendedor como o nosso não é nada fácil. Eu mesmo venho tentando à algum tempo divulgar as coisas legais que acontecem, principalmente na região de Blumenau onde tenho mais contatos. Desde já quero deixar registrado meu apoio ao projeto e meus votos de sucesso.

Link para o blog: TISC

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Apr 24 2009

e-mail lido no Now! Café 42…


Essa semana mandei um e-mail para o Now! Café. Meu podcast de tecnologia preferido. O e-mail foi lido quase que na integra. Quem quiser ouvir o podcast pode acessar por esse link: http://idgnow.uol.com.br/internet/2009/04/24/now-cafe-42-the-pirate-bay-sofre-baque-mas-promete-revidar/

Meu comentário aparece em 19m e 40s.

Vídeo no Youtube:

O e-mail original segue abaixo:

Caros Guilherme Felitti e Dani Braun!

Sou ouvinte discreto do Now Café desde sua primeira edição. Esta é a primeira vez que lhes escrevo. Sou desenvolvedor de software e desde o ano passado trabalho em uma empresa de web no sul da Califórnia, trinta minutos de LA. Gostaria de comentar um pouco a que deve ser a grande notícia da semana que foi a aquisição da Sun pela Oracle.

Junto com a Sun a Oracle adquiriu três softwares importantes em seus segmentos, OpenOffice, MySQL e o Java. Tenho visto em diversos fóruns na internet uma grande quantidade de desenvolvedores bastante preocupados com o futuro do banco de dados MySQL e da tecnologia Java. Inclusive já vi gente comentando que seria o fim do MySQL o que é uma inverdade.

O MySQL nunca foi concorrente do Oracle Database, pois estes tem públicos-alvo distintos. A grande massa de usuários do MySQL está nas aplicações web onde o Oracle, na maioria das vezes, torna-se inviável pelo seu custo de licença e manutenção e por sua robustez. O Oracle é utilizado principalmente para aplicações empresariais e softwares de alta disponibilidade. Creio que o MySQL só tenha a ganhar com a fusão das duas companhias. Há algum tempo a Oracle já era proprietária do InnoDB principal engine do MySQL. Acredito que o MySQL tornar-se-á um banco mais sofisticado utilizando-se da tecnologia Oracle e talvez até suportar PL/SQL, a linguagem procedural utilizada pelo Oracle.

O Java, em minha opinião, encontra-se em boas mãos. Vale lembrar que o middleware da Oracle, o Fussion, utiliza-se da plataforma Java e a Oracle sempre foi uma das empresas que mais apoiou a tecnologia Java. A máquina virtual JRockit da Oracle é a de melhor performace superando inclusive a JVM oficial. Nesses primeiros tempos nada deve mudar muito na comunidade Java, porém com o tempo podem esperar novas ferramentas muito mais produtivas e intuitivas assim como o  Visual Studio é para o .net. Não desmerecendo o Eclipse ou o NetBeans, mas o Visual Studio está à frente das ferramentas de desenvolvimento Java atuais.

Toda a especificação do Java hoje passa pelo JCM (Java Community Process) essa é uma comunidade composta pelas maiores empresas de tecnologia do mundo da qual a Oracle faz parte. Acredito que especificação da linguagem e plataforma Java deverão permanecer nas mãos da JCM com o propósito de que a comunidade não abandone a plataforma.

O engraçado dessa história toda é que a SAP principal concorrente da Oracle em sistemas corporativos utiliza-se do Java em seu servidor de aplicação, o NetWeaver, onde baseia todas as suas ferramentas. Portando a tecnologia utilizada pela SAP está nas mãos da maior rival.

Concluindo a aquisição foi boa para os desenvolvedores que podem esperar melhorias nas plataformas. Não há motivo para desesperar-se porque a tecnologia foi parar nas mãos de uma grande empresa.

Não querendo me alongar ainda mais e tomar todo o tempo do Now Café fico por aqui.

PS: Não deixem de comentar a troca de faíscas entre Marcelo Tas e Diogo Mainardi pelo twitter.

Abraços!
Rodrigo Kammer
www.rodrigao.net

E-mail enviado do meu Odyssey.

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Apr 23 2009

Troca de Farpas no Twitter


  1. diogomainardi
    diogomainardi Alguém ganha dinheiro com o Twitter, além do sr. Twitter? Gravz respondeu: Marcelo Tas. Pergunto: Quanto? E: Quem mais?
  2. diogomainardi
    diogomainardi “Oprah e eu no Twitter”. http://migre.me/AXR
  3. Marcelo Tas
    marcelotas Sobre comentário daquele colunista da Veja, só tenho a dizer uma coisa: inveja de homem é pior que de ex-mulher ;-)
  4. diogomainardi
    diogomainardi Quem paga meu salário é a Veja, homem-sanduíche, e não o anunciante.
  5. Marcelo Tas
    marcelotas Iiiihhh… o caso é pior que eu pensava, o invejoso tuitou dizendo que quem paga ele é a inVEJA ;-)
  6. diogomainardi
    diogomainardi É melhor do que ser pago pela TV do Lulinha, Tas. Já saiu do Canal 21?
  7. Marcelo Tas
    marcelotas Sim Diogo, estou no 21, agora fazendo o CQC. Você é que não saiu do 20, século passado, onde as pessoas só falavam e não ouviam.
  8. diogomainardi
    diogomainardi Quem é do século 20 dorme cedo. Boa noite.

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Apr 21 2009

Videopost #2 – Star Wars, mega drive no psp, aquisição da Sun pela Oracle…


Videopost #2

  • Star Wars;
  • Mega Drive no PSP;
  • Oracle e Sun;

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Apr 20 2009

Papo Geek #1


rodrigo says:
e ai truta?

Gabriel Padial says:
fala homem

rodrigo says:
e agora o java é da oracle

Gabriel Padial says:
td supimpa?
po, sério?
hehe

rodrigo says:
aham
oracle comprou a sun
junto com a sun o java, o mysql e o openoffice

Gabriel Padial says:
bah
isso q a sun tava quase vendida pra IBM
haehh

rodrigo says:
http://idgnow.uol.com.br/mercado/2009/04/20/oracle-compra-sun-por-us-7-4-bilhoes/

Gabriel Padial says:
aproveitou o Gab
Gap

rodrigo says:
o oracle é phoda começou a negociação na quinta feira e hoje anunciou a aquisiçào

Gabriel Padial says:
tem grana né
a IBM ta mal das pernas
pra ver

rodrigo says:
eu to empolgado com o que pode acontecer com o Java
tipo
vai ter umas ferramentas boas
acho até que vou voltar à estudar Java

Gabriel Padial says:
hahae
é… java pode ser que fica massa agora
mas as ferramentas podem ser pagas
ae lascou
o Netbeans era quente
e free

rodrigo says:
acredito que vai sair um netbeans massa em algum tempo
nunca fui muito de netbeans, sempre gostei do eclipse

Gabriel Padial says:
o beans na versão 6 + tava show

rodrigo says:
eu tenho um netbeans aqui, mas só pra Ruby

Gabriel Padial says:
eu tava com esse tb

rodrigo says:
o que não gosto no eclipse são os milhares de plugins
é o mesmo que não gosto no java os milhares de frameworks
pra mim tem que ser tudo num paote oficial
*pacote

Gabriel Padial says:
.net comanda
hhehehe
na verdade, é o que o meu gerente, ex-microsoft, disse em uma palestra Java x .Net
heheheh
disse bem assim….

rodrigo says:
dos frameworks?

Gabriel Padial says:
Logo no final da palestra, ele foi convidado pra deixar umas palavras. Até então, Java e .net se pegando. Um dizendo q era melhor que outro, pq e etc.
Ae ele: “Vou dizer uma coisa… vcs são malucos”
e terminou dizedno que ambos são bons, a pergunta que se deve fazer é: Consegue contemplar o que o cliente quer?
hhehe

rodrigo says:
kakakaka
verdade por isso que eu não visto camisa de tecnologia
se me pagarem bem pra programar Cobol eu to dentro

Gabriel Padial says:
sim… na verdade, java é bom só pra quem ta acostumado com java
.net é bom só pra quem programa em .net
e ae vai
e pro cliente?
heheh

rodrigo says:
o phoda do Java é a linha de aprendizado
eu programei java por mais de cinco anos
fiz meu tcc em java
sempre tem que estar aprendendo

Gabriel Padial says:
eu fiz em Delphi. pra ver

rodrigo says:
ficam mudando as coisas depreciando os métodos
tu fez teu tcc em delphi?

Gabriel Padial says:
sim
haha

rodrigo says:
eu curto o delphi
easy pacas

Gabriel Padial says:
mas só fiz pq foi o único que achei um projeto de osciloscópio

rodrigo says:
é pode cre o teu era uma mesa de som, né?

Gabriel Padial says:
isso

rodrigo says:
o mysql é que tem muito a ganhar com essa aquisiçào…

Gabriel Padial says:
bah, esse vai levar brinde do oracle
heheh

rodrigo says:
pode cre,,,
vou publicar isso no blog

Gabriel Padial says:
hehe… sjpw
show

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Apr 14 2009

videopost #1 – informática em blumenau, IBM e Sun (Java) e Twitter…


Videopost #1

  • informática em blumenau;
  • IBM e Sun (Java)
  • Twitter

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Apr 13 2009

História da Informática em Blumenau.


Cetil

Cetil

Nos últimos anos da década de sessenta Blumenau prosperava com a indústria textil. Era conhecida em todo o Brasil como a “capital do emprego”. Em 1969, com a indústria têxtil à todo vapor e o processamento de dados dando seus primeiros passos no país, um grupo de empresários do setor Textil resolveu criar o Centro Eletrônico da Indústria Têxtil (Cetil). A Cetil prestava serviços de procesamento de dados na forma de bureau, ou seja alugando horas de processamento em seus computadores. O serviço era utilizado pelas empresas associadas para rodar suas folhas de pagamento, balanços contábeis entre outras rotinas administrativas.

Em pouco tempo a Cetil cresceu muito, sendo o maior bureau privado do país, e prestava serviços para empresas de todo o Brasil. O contato de profissionais com a tecnologia e a necessidade de especialização surtiu na academia. Em 1975 a Universidade Regional de Blumenau (Furb) passou a oferecer o curso de Tecnólogo em Processamento de Dados, o primeiro da região sul e terceiro do Brasil. Em 1977 este curso foi o primeiro do gênero a ser reconhecido pelo Conselho Nacional de Educação. O Tecnólogo de Processamento de Dados foi o curso que deu Origem em 1986 ao curso de Bacharel em Ciências da Computação, popular BCC. Até hoje o BCC da Furb é um curso tradicional e popular entre os jovens da região.

O avanço da micro-informática, a formação de profissionais pela Furb e o espírito empreendedor do povo blumenauense acabou gerando a primeira geração de empresas de informática em Blumenau. A maior parte desses empreendedores foram pessoas que trabalharam no Cetil. Essa geração é composta por WK Sistemas, Sistemas Blumenau (hoje Edusoft), Senior Sistemas, Microton, Oficina Software (hoje Totall Sistemas), Fácil Informática entre outras.

Hécules - Software contábil da WK

Hécules - Software contábil da WK

A WK sistemas foi um das primeiras a conseguir sucesso e reconhecimento a nível nacional. Especializada em Sistemas Contábeis a WK desenvolveu diversos sistemas para a área, at-dc, pc-dc, coringa e Hércules são alguns exemplos. O Hércules foi o primeiro sistemas brasileiro à fazer o uso de janelas sobrepostas (rodando em MS-DOS). Pessoas que viveram a época do Hércules contam que dentro da WK o trabalho de encaixotar os disquetes e manuais para despachalos para todo o Brasil era intenso. A WK também inovou sendo a primeira empresa brasileira a utilizar o canais de distribuição, chamados revendas, em modelo inspirado no utilizado por empresas dos Estados Unidos na época. A WK chegou a ter cerca de trezentas revendas.

O sucesso do sistema contábil Hércules e a estrutura de revendas motivou outras empresas a firmarem parcerias com a WK. A Senior Sistemas, Micronton Informática e Tron Informática recebiam apoio técnico da Wk, utilizavam-se de seus estrutura de canais e inclusive vendiam seus produtos com a marca WK. A Senior produzia o sistema de Folha de Pagamentos chamado Ruby, enquanto a Microton desenvolvia o Liscal voltado para Escrituração Fiscal. O trio Ruby-Hércules-Liscal era vendido como uma suíte de aplicativos para escritórios e bureaus contábeis. A Tron Informática produzia sistemas de gestão orçamentária para empresas de construção cívil também sob a marca WK.

Menu do Ruby DOS

Menu do Ruby DOS - Senior Sistemas

Na mesma época em que a WK despontava com seus sistema contábeis, surgia o editor de textos Fácil. O Fácil foi um editor de textos para MS-DOS. O mais popular do Brasil. Com ele era possível incluir caracteres para acentuação algo que não era disponibilizado em editores estrangeiros. O Fácil era líder absoluto no Mercado Brasileiro vendendo mais de cem mil cópias. Esse número torna o Fácil o produto brasileiro mais bem sucedido de todos os tempos.

Lembro-me de ter aulas de Fácil na escola e do orgulho de saber que essa Ferramenta era desenvolvida na minha cidade. A queda do Fácil aconteceu com a popularização do windows, já que grande maioria dos usuários passaram à utilizar o pacote Office da Microsoft. Hoje a Fácil ainda existe e é especializada em Sistemas Jurídicos.

Nos anos noventa as empresas de Blumenau utilizaram-se de marketing cooperado para divulgação do polo de informática como um todo ao invés de utilizarem-se de ações individuais. A primeira grande conquista foi uma matéria sobre o polo de informática publicada na Folha de São Paulo. O nome Blumenau passou a ser uma marca de qualidade em software e serviços.

A prefeitura de Blumenau foi a primeira a ter um estande na Fenasoft onde as empresas da região poderiam demonstrar seus produtos. A empresas blumenauenses fizeram bons negócios nas ediçòes da Fenasoft. A qualidade do software de Blumenau levava pessoas à feira buscando pelos produtos da região.

Fato que comprova a qualidade dos produtos da região são os muitos prêmios levados pelas empresas blumenauenses nessa época, como prêmio Assespro, Editor’s Choice (PC World) e Max Awards (Fenasoft).

Até hoje Blumenau é conhecida como Vale do Software e na cidade costuma-se dizer que existem mais empresas de informática do que padarias.

Ronda - Sistema de Ponto Eletrônico (Senior Sistemas)

Ronda - Sistema de Ponto Eletrônico (Senior Sistemas)

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