Conflitos Conceituais…

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Meu primeiro emprego, na verdade um estágio, foi no ano de 2001. Trabalhei em uma empresa de grande expressão nacional na vertical escolhida para desenvolvimento de suas soluções. Minha principal atribuição era criar scripts em uma ferramenta Rational para automatização de testes de sistema. Na época conhecia apenas algoritmos estruturados e alguma coisa de Pascal.

A partir daí tomei gosto pela coisa e decidi que focaria toda a minha carreira ao desenvolvimento de software. No início da carreira eu era um jovem com muito potencial e muita vontade de aprender. Fazia muitas coisas por instinto, utilizava-me de técnicas de programação em que nem sempre entendia o “porqueâ€, utilizava-me de pouca literatura, porém, depois de algumas horas em frente ao código solucionava meus problemas.

Com certeza o curso de Sistemas de Informação abriu meus horizontes. Embora este curso não seja voltado apenas à atividades de desenvolvimento me tornou uma bom programador. Vale salientar que o curso de Sistemas de Informação não visa formar desenvolvedores, mas sim Analistas de Sistemas e Analistas de Negócios.

Com o passar do tempo acabei me tornando um bom programador passei do Pascal para o Delphi que na época oferecia maiores oportunidades de emprego na região do Vale do Itajaí. Resolvi aprender algo de Web tendo uma rápida passagem pelo ASP e chegando ao PHP. Passei anos programando em Java para os trabalhos acadêmicos e até por diversão o que culminou com o desenvolvimento do meu TCC em Java. Tive ainda experiência com PL/SQL. Brinquei com C# e hoje facinado pela web estudo um pouco de Ruby on Rails.

A minha visão de como as coisas concretizam-se foi o que mais mudou do período do estágio em 2001 até o tempo presente. Descobri que mais importante do que decorar nomes de objetos, métodos e funções é entender o conceito por trás da lógica.

Em uma das empresas em que trabalhei a equipe da qual fazia parte era composta de duas pessoas com gradução completa e outras três pessoas que, assim como eu, buscavam sua formação. Nós falavamos a mesma língua tinhamos um bom entrosamento. O ápice desse entrosamento podia ser comprovado pelo fato de toda a equipe desenvolver códigos muito semelhentes.

Quando houve a necessidade de aumentar a equipe a empresa promoveu entrevistas e testes práticos. O novo integrante da equipe foi escolhido entre quase uma dúzia de candidatos. A pessoa tinha experiência anterior em nossa concorrente direta, era cheio de idéias e um bom desenvolvedor. Porém não atendia à faculdade. Aprendeu com cursos e internet o que me lembrava meu início de carreira quando era uma pessoa desapegada à conceitos.

Com o tempo foram surgindo conflitos com o novo integrante que não acreditava em conceitos e sim em linhas de código. Infelizmente aquela equipe não era a mais adequada pra ele. E sua participação em nossa equipe durou poucos meses, embora fosse muito bom em “escrever códigoâ€.

Em desenvolvimento de sistemas temos que ter claro em nossas cabeças que quando tudo parece estar em entropia a solução não está em “remendar código†e sim rever as bases estruturais do sistema e os conceitos aplicados à ele.

Hoje me sinto muito seguro em meu código não me preocupo em decorar nomes de funções já que o mais importante é saber o que utilizar para uma situação específica. Utilizo-me da internet como aliada para pesquisar documentação e sempre procuro pensar no que vou desenvolver, desenhar a solução nem que seja em uma folha de ofício antes de escrever código.

* reprodução da minha matéria do projeto eleva

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